O Guarani – José de Alencar
O guarani –romance mais famoso de José de Alencar –foi uma
das primeiras obras criadas com o objetivo de fundar uma literatura brasileira
autônoma de Portugal.
Em meio à história de amor entre o índio Peri e a moça
branca Ceci, José de Alencar cria uma narrativa épica, cheia de amor, aventura,
traição, lutas e vingança, prendendo a atenção do leitor a cada nova página.
O romance proclama a brasilidade, focando importantes
aspectos da realidade brasileira do século XVII: o índio e o branco; a cidade e
o campo; o sertão e o litoral.
A doutrina de Buda – Bukkyo Dendo Kyokai
O substantivo “buda” significa “iluminado” e é derivado do nome de uma
árvore (bodhi).
Como nome próprio refere-se ao príncipe Siddharta
Gautama, fundador de uma das grandes
religiões do mundo, e, para os budistas, modelo de perfeita virtude.
A referência à árvore remete à história de que depois de
anos de experiências ao noroeste da Índia, sentado embaixo de uma árvore, Buda
alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo
da reencarnação universal.
Esta obra
foi idealizada pela Fundação para a propagação do Budismo
e possui distribuição mundial. Um verdadeiro alimento para o
espírito, a tradução brasileira foi possível graças aos esforços do Sr.
Yehan Numata.
A escrava Isaura – Bernardo Guimarães
A campanha abolicionista de 1875 foi o pano de fundo
perfeito para a publicação de A escrava Isaura. A obra narra as
muitas desventuras de uma escrava branca, bela e de caráter nobre, que vive sob
o jugo de um luxurioso e cruel senhor.
O romance –folhetim anti-escravagista e libertário, com fortes traços de idealização
romântica –foi um grande sucesso editorial, conquistando a imaginação popular
ante as situações intoleráveis do cativeiro e transformando Bernardo Guimarães
em um dos mais populares romancistas de sua época no Brasil.
Além de retratar a realidade brasileira, A
escrava Isaura ajudou a
construir a identidade nacional do país recém-independente,
mantendo-se como um clássico de leitura imperdível.
Histórias Extraordinárias – Edgar Allan Poe
“Poe é uma influência determinante em toda a nossa
modernidade, o criador das histórias de detetive e das tramas de ficção
científica, presente nas atualíssimas tendências fantásticas, góticas e underground.
Mas ele é, acima de tudo, um esteta de talento que abriu caminhos para todas as
correntes literárias de linha subjetivista e barroca que vieram depois dele.
Trata-se de um escritor-crítico que tem pleno domínio da arte retórica e da
arte poética, um artífice que controla, com mão de ferro e cordas de alaúde, os
efeitos que exerce em seu leitor. Um arquiteto do estilo que sabe estruturar um
conto como poucos (...).” Eliane Fittipaldi
Traduzido por Eliane Fittipaldi e Katia M. Orberg, Histórias extraordinárias reúne alguns dos mais conhecidos e importantes contos de Edgar Allan Poe: O gato preto, O enterro prematuro, A queda da casa de Usher, William Wilson e O poço e o pêndulo.
Traduzido por Eliane Fittipaldi e Katia M. Orberg, Histórias extraordinárias reúne alguns dos mais conhecidos e importantes contos de Edgar Allan Poe: O gato preto, O enterro prematuro, A queda da casa de Usher, William Wilson e O poço e o pêndulo.
Lira dos vinte anos - Álvares de Azevedo
Como todo romântico influenciado fortemente por LordByron, a poesia de Azevedo
contém traços marcantes de desejo, decepções, morbidez, tédio, melancolia e
vício.
Mesmo muito jovem, Álvares de Azevedo se cansou da vida
e dos dramas que todo adolescente enfrenta, usando esse descontentamento e a
angústia da alma como combustível para suas criações.
A Lira dos vinte anos é uma de suas
obras mais célebres e inclui alguns de seus poemas mais famosos: “Idéias
íntimas”,“Spleene
charutos”,“Lembranças de morrer”, "É Ela! É Ela! É Ela! É Ela” e “Se eu morresse
amanhã”.
Bhagavad Gita – Krishna
O Bhagavad Gita (A
sublime canção), poema místico-filosófico, é o episódio mais
célebre do Mahabharata e o
texto mais venerado pelos hindus.
Um manual de assertividade, ele nos aponta que a
humanidade encontra-se perdida entre dois caminhos: o da passividade, em que o
homem, consciente das leis do karma, opta por não agir; e o da agressividade, de acordo com
o qual o homem age movido pelo ego, pelos próprios interesses. O Bhagavad Gita
então aponta um novo caminho, o caminho do
sábio: o reto-agir, o
agir de acordo com a essência suprema do ser, agir segundo os mais nobres
valores.
Traduzido e comentado pelo filósofo e educador Huberto Hoden, este livro é um
verdadeiro compêndio das ideias do hinduísmo.
O primo Basílio – Eça de Queirós
Na segunda metade do século XIX, os ideais liberais
consolidavam-se sobre os defensores da monarquia em Portugal, e o país vivia
relativo progresso. Todavia, velhos costumes permaneciam entranhados na
sociedade portuguesa, ocultos sob o véu tênue da moralidade. Em meio a esse
conflito entre progresso e atraso, surge a chamada geração de 1870.
Dessa geração, provêm alguns dos maiores nomes do
pensamento português, dentre os quais Antero de Quental, mentor intelectual do
grupo, e Eça de Queirós, o mais importe prosador realista em Portugal.
Em O
primo Basílio, Eça nos apresenta uma típica família burguesa de Lisboa, por
meio da qual exporá a fragilidade de algumas das instituições mais caras aos
portugueses – o casamento.
O último adeus de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
Mais famoso do que seu próprio criador, o detetive
retorna em mais uma série de contos em O último adeus de Sherlock Holmes.
Vendido em forma de livro em 1917, os contos foram originalmente publicados na
revista Strand Magazine,
entre os anos de 1893, 1908 e 1917. Sherlock havia se aposentado no volume
anterior, mas os fãs do detetive não deixaram Conan Doyle em
paz e, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o detetive volta à ativa como
um agente secreto.
Aqui, você pode ler e se deliciar com os novos casos
emocionantes narrados por Watson: “Vila Glicínia”, “O círculo vermelho”, “Os
planos do Bruce-Partington”, “O detetive moribundo”, “O desaparecimento de Lady
Frances Carfax”, “O pé do diabo” e “Seu último adeus”.
Contos Fluminenses – Machado de Assis
Machado de Assis é o maior nome do conto brasileiro em
seus moldes clássicos. Contos fluminenses é
composto de sete histórias, e representa a estreia do
escritor como contista.
As narrativas revelam algumas das marcas registradas do
autor, com personagens complexos e passagens recheadas de ironias e críticas à
sociedade fluminense.
Organizada por Machado em 1870, a obra contém os contos
“Miss Dolar”, “Luís Soares”, “A mulher de preto”, “O segredo de
Augusta”, “Confissões de uma viúva moça”, “Linha reta e linha curva” e “Frei
Simão”.
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